Dá pra beber essa água?

A provocação desse título é inspirada numa reportagem do Jornal do Meio Ambiente, de 2014, mas que se encontra ainda muito atual.

É comum olharmos para a água que chega na torneira das nossas casas e pensarmos que está tudo bem com ela. Afinal, ela é tratada, não é mesmo?

É, deveria ser simples assim, mas não é.

Nesse post, vamos explicar porquê. Segue com a gente!

De onde vem a água que a gente bebe?

Uma pergunta tão básica quanto fundamental para que possamos entender a dimensão da temática.

Se você tem saneamento básico na sua casa, essa água vem das estações de tratamento, certo? Em partes. Antes de chegar na sua casa, a água das estações de tratamento é captada dos rios, mananciais e represas, que, por sua vez, são formados pela água da chuva e recebe o esgoto (tratado ou não) das nossas casas e indústrias.

Da pra beber essa água? Um guia Hidrofiltros sobre a água própria para consumo. - v2

É aqui que começa o problema

Aquele sabonete e shampoo cheiroso no nosso banho deixa resíduos químicos que são levados pela água. O mesmo acontece com o detergente que usamos na pia, o sabão em pó para lavar roupa, o desinfetante que deixa a casa mais limpinha: vai tudo pelo ralo, que segue para o esgoto, certo?

Nas indústrias, o processo é parecido, porém a Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), junto aos órgãos municipais e estaduais, regulamenta que, antes de fazer o descarte da água, seja feito um pré-tratamento para retirar os resíduos químicos usados e formados em seu processo de produção, para minimizar os impactos ao meio ambiente.

Ainda assim, a água não sai potável de lá.

Todos esses compostos químicos, somados aos agrotóxicos utilizados na produção de nossos alimentos, correm por dois caminhos: estação de tratamento de esgoto ou rios e mananciais. No primeiro caso, é feito um tratamento da água antes de devolvê-la à fonte original, tirando os resíduos mais poluentes. No segundo, o esgoto é despejado diretamente no rio. Uma vez no meio ambiente, a água sofre um processo de depuração natural, até ser captada e levada para uma estação de tratamento, onde passará por um processo de limpeza para retirada de resíduos nocivos à nossa saúde.

Acontece que “a portaria do Ministério da Saúde controla os níveis de 15 produtos químicos inorgânicos (metais pesados), de 15 produtos químicos orgânicos (solventes), de sete produtos químicos que provêm da desinfecção domiciliar e de 27 tipos de agrotóxicos presentes na água” (Jornal do Meio Ambiente do Estado de SP, 2014), sendo que, segundo o mesmo portal, a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda um número muito maior para controle. Todos esses materiais despejados são nocivos à saúde, objeto de estudo de diversas pesquisas publicadas.

Recentemente, por exemplo, moradores do bairro Tiradentes, em São Paulo, relataram passar mal após consumirem água da torneira. Entre os problemas relatados, estava diarreia, ânsia de vômito e dor de cabeça.

Isso nos faz pensar: será que os padrões mínimos estabelecidos estão adequados para a nossa saúde?

Contaminação de água subterrânea: águas minerais também estão em risco?

Alguns estudos apontam que há uma incidência de contaminação da água subterrânea, como acontece com a presença de Nitrito em uma sub-bacia urbana, em Fortaleza. Isso ocorre através da contaminação do solo que, por sua vez, leva esses “nutrientes” até os aquíferos subterrâneos, outra fonte de água para consumo, inclusive as minerais.

Nesse cenário também reside uma preocupação que começa a ser avaliada por diversas instituições. Na França, por exemplo, a ONG 60 Milhões de Consumidores e Fundação Danielle Mitterrand-France Libertés encomendou uma pesquisa para avaliar a qualidade da água engarrafada, e foram encontrados resquícios de agrotóxicos e medicamentos, como o tamoxifeno, um hormônio usado no tratamento de câncer de mama (JORNAL DO MEIO AMBIENTE, 2014).

Em 2002, uma pesquisa publicada na Revista de Saúde Pública relatou a presença de coliformes totais em água engarrafada, concluindo que 94,5% das águas minerais comercializadas na região de Marília estão aptas para o consumo.

São dados preliminares e índices ainda muito baixos, mas que também nos deixam atentos à qualidade da água que estamos consumindo, não é mesmo?

Um problema social. Há algo a ser feito?

O que trouxemos aqui é um resumo de uma problemática bastante complexa que se estende há anos no Brasil e no mundo, envolvendo atitudes políticas e sociais: a contaminação e degradação do meio ambiente, que reflete na contaminação da nossa água.

Mas o que pode ser feito agora para ajudarmos a reduzir esse impacto?

  • A velha de sempre: Consumo consciente e Produção Responsável

Uma dica antiga, mas de muito fundamento, já que a nossa base econômica gira em torno do consumo. Portanto, prestar atenção no que estamos consumindo e em quem fornece a solução para o nosso problema é uma atitude de responsabilidade com o meio ambiente.

Sim, a gente sabe que optar por empresas que se preocupam com a sustentabilidade no seu processo de produção nem sempre é barato. Mas se você pode pagar um pouquinho mais, porque não?

Além do mais, existem outras formas de consumir de forma consciente, apenas adotando alguns hábitos:

– Planejando: será que você precisa mesmo comprar esse item agora, ou ele pode esperar um pouquinho?

– Avaliando: o item que você está pensando em adquirir, causa muito impacto no meio ambiente? Existe um similar a ele que entregue mais por menos?

– Reutilizando: não compre outra vez o que você pode consertar.

– Reduzindo: reflita sobre as suas reais necessidade e procure viver com menos.

  • Água de Reuso

Outra forma de ajudar nesse processo de recuperação e sustentabilidade dos nossos recursos é realizando um tratamento da água na sua casa, prédio ou empresa, para que possa ser reutilizada em lavagens de áreas externas, vasos.

Importante: para ela se tornar própria para consumo, a água de reuso precisa ser deve ser encaminhada novamente para uma estação de tratamento, ok?

Para essas duas soluções, existem empresas especializadas em tratamento de água que podem oferecer uma solução completa e atendendo as necessidades de cada caso.

  • Escolhendo empresas que oferecem produtos com maior vida útil

Pode parecer que estamos puxando sardinha para o nosso lado, mas aqui na Hidrofiltros pesquisamos bastante para oferecer produtos com uma vida útil maior – assim, você produz menos lixo. O Refil Facile C3, por exemplo, tem uma vida útil de 10.000l (1 ano), enquanto a maioria dos produtos oferecem vida útil de 6 meses.

O refil multimarcas HF-CSL também segue nessa linha, com 3.500l – 3x do que a concorrência oferece para o mesmo modelo.

Conte com a gente para te ajudar nessa missão!

Cuidar da nossa casa comum é algo que fazemos todos os dias através dos produtos que oferecemos ao mercado.

Para consumo de água livre de poluentes:

Estamos sempre empenhados em garantir a saúde da sua família. Por isso, levamos até você produtos certificados para que você consuma a melhor água.

Confira a nossa linha:

Para um sistema de tratamento de água:

Filtros, membranas, tanques e válvulas compõem um sistema de tratamento de água para reuso ou descarte, projetados por empresas especializadas.

consulte empresas parceiras

Infográfico

Clique na imagem para fazer o download do infográfico.

Infográfico caminho da água até chegar na sua torneira

Fontes de Pesquisa: 

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